Sociedade é um termo dado a uma subjetividade, mais que isso, uma entidade, um acontecimento decorrente de uma ação ideo-padronizadora imposta pelos próprios seres humanos sobre si para criar um modelo de como se comunicar. “Sociar-se” é quando um ser interage com outro em busca de alguma virtude, e na história da humanidade a sociedade também pode ser definida como um meio aonde um grupo de pessoas interagem, mas padronizadas sob simbolismo e mitos que devem ser seguidos ou senão a pessoa será excluída da sociedade vivendo à sua margem.
A sociedade é como um sistema ou mesmo um organismo, mas que com o tempo e conceitos se molda gerando uma nova sob um progresso linear e acumulativo. Visando as mulheres pré-históricas, em seguida as damas da corte francesa de Luís XVI e logo as garotas funkeiras de hoje em dia. Mas essa alteração nem sempre é benigna. Através do corrompido espírito humano, a sociedade se tornou viciada e contaminada por uma peste de gestos e mitos. Coisas inúteis à sobrevivência da espécie (e algumas vezes, danosa) foram impostas durante as eras: a necessidade de dinheiro, a busca do luxo, a vaidade doentia, a recompensa parasita do trabalho, a política de poucos que querem muito e as ridículas ou caras vestes compradas por serem “da moda”, mas nada disso foi tão danoso como o ápice da criação humana, o Sistema do Capitalismo. Literalmente o Homem criou um monstro que prende cada ser, inclusive os mais poderosos, mata os mais fracos e explora os médios com vantagens estrondosas enquanto mina todos os recursos de sobrevivência da espécie humana, retirando suas fontes principais ou sujando-as para o seu eterno ciclo da “Maior produção em menos tempo possível, para vir mais lucro”.
Durante toda a existência da Humanidade, o ser humano buscou mitos e cerimônias ritualísticas ou gestos simbólicos de utilidade inicial nula para montar suas sociedades, talvez por temerem tanto as dificuldades e peso da Realidade. Mas essa forma de “defesa”, têm causado certos problemas durante as eras como será salientado mais a frente. Para começar o ser humano, geopoliticamente falando, sempre desejou a Terra, definia território e quem definisse o mesmo seria enfrentado. A criação da propriedade fora um dos conceitos mais prejudiciosos, graças à noção dela desde a pré-história até dias atuais vêm ocorrendo problemas, pois ser proprietário de um espaço também significa simbolicamente ser dono de tudo dentro dele. As tribos pré-históricas ao atingir a etapa do sedentarismo achavam que a região era própria, outras tribos nela poderia ser motivo de guerra, os Romanos tinham sede por mais espaço para seu império e sobre sua expansão anexou tanto a terra, quanto as coisas contidas nele e os povos. Adolf Hitler expandiu seu Império Alemão Nazista sobre a Europa, até ser derrotado pela URSS e até nos dias atuais há esse problema, como a guerra dos Palestinos e os Árabes por seu território sagrado. Um exemplo de como isso é um simples mito é as palavras de Chefe Seattle para com o governo dos EUA, em 1852, aonde fala sobre a terra não pertencer aos homens, eles que “pertencem a ela”, em Poder do Mito de Joseh Campbell essa parte é citada.
Que seja visado agora uma nova forma de mito social: o de costumes sociais. A cada época houve sua moda, seu jeito, suas crenças. A entidade Deus era representada, em certos povos, como um panteão de Deuses ou espíritos, em outros ele era um único e Todo Poderoso; em algumas sociedades era estético e belo ser gordinha, hoje em dia a magreza é tão “na moda” que as pessoas ficam anorexas por causa da beleza ideal; em algumas sociedades muita roupa era sinal de nobreza, hoje quanto menos mais “maneira” a pessoa é; Antigamente se cantava burguesamente sobre o amor entre um casal apaixonado e proibido, hoje quanto mais palavrões e sexualismo explorado melhor… A sociedade cria padrões, ideologias e simbolismo aonde cada membro deve seguir aquele estilo para que seja social, mas e quem não segue? Neste caso a sociedade destrata. A única forma que o “excluído” encontra para aproveitar as vantagens do social é reprimir seus modos, desejos e conceitos e ser levado pela sociedade.
A ciência psicológica já falou, em certo momento, que isto seria a conseqüência de um subconsciente instintivo do ser humano. Quando o ser humano se depara com algo desconhecido, estranho, não-padronizado ele instintivamente iria recuar e preparar para se defender sob ataque, como se o “diferente” fosse uma ameaça. Na própria Idade Média acreditava-se que a rotina secular imposta por Deus seria imutável, era uma blasfêmia o Novo, um pecado, ele não era aceito, e dependendo o pecador iria parar nas chamas para ser purificado. Mas claro que há sociedades de concepções diferentes, os gregos tratavam o homossexualismo naturalmente, mas na atualidade há um embate de heteros e homos. Uma nova pesquisa diz que isso seria causado por uma repressão dos sentimentos, vontades, desejos. Um homem bateria em um homossexual ou se afastaria por que em seu interior há uma vontade e curiosidade homossexual de conhecer, mas é reprimida exatamente pela sociedade que prega a não aceitação.
Se antes a Igreja era uma maquina de repressão violenta que exterminava quem ousasse não seguir seu “padrão divino”, impondo costumes pelo medo, hoje há uma maquina bem pior, uma que tem como objetivo padronizar em massa uma sociedade (e todas as outras) em busca de melhor funcionamento de seu sistema de lucro e produção, o Capitalismo. Visando a Igreja e esse sistema econômico, este último poderá ser tratado como mais massacrante: ele primeiro impõe conceitos, rotinas e regras a uma sociedade que se padronizará daquela forma, colocando vantagens e igualando as pessoas, para que com um pensamento igual sobre consumo e trabalho o sistema possa prever as ações da humanidade e assim se previnir de prejuízos, depois pela busca de comprar produtos caros e sem necessidade para a sobrevivência apenas pelo “status social”, o ser humano se vê preso em um mundo aonde você É o que você TEM. Os americanos já chegaram a dizer: “Nós primeiro criamos a necessidade para depois vendermos-lhes o necessário”. Mergulhado em formas impostas de vestir, agir, falar, comprar e viver os filhos desses “zumbis capitalistas” vão nascer já sob tradições aonde aprenderão a reprimir desejos, buscar uma independência no ego da individualidade, buscando cada vez mais dinheiro para ter Poder, e vai se tornar mais individual por que estará concorrendo com Deus e o mundo tudo que existe: fama, moradia, um amor, trabalho, ascensão, dinheiro, poder, ser o primeiro na chamada do hospital, conseguir o melhor lugar do ônibus, ser o primeiro na fila do banco etc. Depois ele se encontrará querendo ser o primeiro de todos por que “tempo é dinheiro”, e assim produzirá mais e mais rápido, para com mais dinheiro consumir mais e alimentar, assim, o monstro capitalista, sem contar que quanto maior individualidade, maior será a necessidade de encontrar pessoas no social para se sentir completo, então criamos bares e outros estabelecimentos para se encontrarem e consumirem algo, e sem esquecer de forjar dias religiosos ou míticos aonde consumem para satisfazer uma pessoa próxima, como o natal, aniversário e páscoa. E assim roda o grande sistema capitalista. Nele você se vê tão envolvido com idiossincrasias e crenças que acaba se tornando uma maquina consumidora e produtora do Sistema, forjando assim uma personalidade padrão, com preocupações fúteis para situações desnecessárias e inúteis para a sobrevivência.
A partir desse conhecimento sobre o capitalismo e seu funcionamento de mentor ditador de idéias e costumes surge a sociedade, um grande número de pessoas que tentam se tornar padrão em corpo, alma, costumes e pensamentos para poderem se sociar e saciar o vazio que o individualismo deixa no ego. As pessoas se tornam como “Trude”, nome fictício de uma cidade que aparece em um texto de Ítalo Calvino em As Cidades Invisíveis: “O mundo é recoberto por uma única Trude que não tem começo nem fim, só muda o nome do aeroporto”, aqui ele simboliza a globalização, como se o mundo fosse feito atualmente de cidades iguais, aonde só muda o nome, assim como as pessoas do sistema capitalista. Mas sabe-se que nem todos seguem o padrão imposto, e estes se tornam os anti-sociais, pessoas excluídas da sociedade por causa de seus costumes diferentes ou que se afastam para buscar a própria identidade. Tanto por ter um bom intelecto, personalidade forte, ser bem informado, ser revolucionário contra o padrão capitalista, ou por doença, em especial a mental, algumas pessoas tomam rumos diferentes do padrão, assumem identidades que por não serem padronizadas, não serem iguais como a de toda sociedade, são discriminadas. São os marginais da sociedade, aqueles que vivem à margem do sistema de costumes pré-definidos.
Essas pessoas não reprimem o que a sociedade condena, e podem escolher o que reprimir ou não, conscientes ou não, mas a vista dos outros será sempre tachado como uma “aberração”. Um homossexual é aquele que não reprimiu o desejo curioso que tinha, o louco é aquele que age sem seguir regras, o negro é diferente na cor, algo que o capitalismo eurocêntrico condena por que o padrão lá é branco, a mulher que trabalha, por causa das antigas sociedades paternalistas (mesmo que esteja mudando ainda há boa discriminação) e outros tipos de pessoas que fogem ao sistema se encontra neste grande rodamoinho de conceitos de repressão.
A conseqüência de um reprimido ante um não reprimido é algo devastador ao primeiro tipo, vejamos: Se na Idade Média a repressão era obrigatória pelas ameaças constantes e severas do Santo Oficio, assim tendo quem odiar ou temer, hoje em dia a repressão parece vir do próprio personagem. Digamos que tenha um desejo reprimido dentro de você, aí você encontra um que não reprimiu esse desejo, mesmo sofrendo as punições impostas pela sociedade, você fica com uma raiva incompreensível, por que não há quem odiar por você reprimir esse desejo, pois você mesmo prefere reprimi-lo para continuar a ser aceito no seu social, mas a pessoa lá é forte e resiste ficando em um social de não-reprimidos, mas você teme o desconhecido, teme o que pode estar por vir se você não deixar se reprimir, teme ser excluído e perder tudo que ganhou (olha a idéia de propriedade de novo), e fica com mais raiva ainda de si mesmo por que você parece o culpado com isso (enquanto o Monstro capitalista sorri satisfeito de não ser culpado), sem saber o que fazer, seu instinto reage das mais diversas maneiras, daí surge o pittyboy, a compulsão por consumo (“Está triste? Ah, vai fazer compras para relaxar!”), a depressão e, principalmente, a solidão urbana. O ego parece não aceitar ser o que não quer ser, mas o jeito é forçá-lo até ter coragem de mudar de vida.Viver à margem da sociedade e ser tachado das mais diversas e pejorativas formas é o preço a pagar por ter a própria identidade e não ser padronizado como se fosse produzido em massa, além da felicidade interior de ser quem É, independente dos outros. Viver na sociedade você será feliz exteriormente, buscando a felicidade nos outros e “vendendo a alma” ao capitalismo. O que será melhor, as margens ou as escuras profundezas do lago Sociedade?
A sociedade é como um sistema ou mesmo um organismo, mas que com o tempo e conceitos se molda gerando uma nova sob um progresso linear e acumulativo. Visando as mulheres pré-históricas, em seguida as damas da corte francesa de Luís XVI e logo as garotas funkeiras de hoje em dia. Mas essa alteração nem sempre é benigna. Através do corrompido espírito humano, a sociedade se tornou viciada e contaminada por uma peste de gestos e mitos. Coisas inúteis à sobrevivência da espécie (e algumas vezes, danosa) foram impostas durante as eras: a necessidade de dinheiro, a busca do luxo, a vaidade doentia, a recompensa parasita do trabalho, a política de poucos que querem muito e as ridículas ou caras vestes compradas por serem “da moda”, mas nada disso foi tão danoso como o ápice da criação humana, o Sistema do Capitalismo. Literalmente o Homem criou um monstro que prende cada ser, inclusive os mais poderosos, mata os mais fracos e explora os médios com vantagens estrondosas enquanto mina todos os recursos de sobrevivência da espécie humana, retirando suas fontes principais ou sujando-as para o seu eterno ciclo da “Maior produção em menos tempo possível, para vir mais lucro”.
Durante toda a existência da Humanidade, o ser humano buscou mitos e cerimônias ritualísticas ou gestos simbólicos de utilidade inicial nula para montar suas sociedades, talvez por temerem tanto as dificuldades e peso da Realidade. Mas essa forma de “defesa”, têm causado certos problemas durante as eras como será salientado mais a frente. Para começar o ser humano, geopoliticamente falando, sempre desejou a Terra, definia território e quem definisse o mesmo seria enfrentado. A criação da propriedade fora um dos conceitos mais prejudiciosos, graças à noção dela desde a pré-história até dias atuais vêm ocorrendo problemas, pois ser proprietário de um espaço também significa simbolicamente ser dono de tudo dentro dele. As tribos pré-históricas ao atingir a etapa do sedentarismo achavam que a região era própria, outras tribos nela poderia ser motivo de guerra, os Romanos tinham sede por mais espaço para seu império e sobre sua expansão anexou tanto a terra, quanto as coisas contidas nele e os povos. Adolf Hitler expandiu seu Império Alemão Nazista sobre a Europa, até ser derrotado pela URSS e até nos dias atuais há esse problema, como a guerra dos Palestinos e os Árabes por seu território sagrado. Um exemplo de como isso é um simples mito é as palavras de Chefe Seattle para com o governo dos EUA, em 1852, aonde fala sobre a terra não pertencer aos homens, eles que “pertencem a ela”, em Poder do Mito de Joseh Campbell essa parte é citada.
Que seja visado agora uma nova forma de mito social: o de costumes sociais. A cada época houve sua moda, seu jeito, suas crenças. A entidade Deus era representada, em certos povos, como um panteão de Deuses ou espíritos, em outros ele era um único e Todo Poderoso; em algumas sociedades era estético e belo ser gordinha, hoje em dia a magreza é tão “na moda” que as pessoas ficam anorexas por causa da beleza ideal; em algumas sociedades muita roupa era sinal de nobreza, hoje quanto menos mais “maneira” a pessoa é; Antigamente se cantava burguesamente sobre o amor entre um casal apaixonado e proibido, hoje quanto mais palavrões e sexualismo explorado melhor… A sociedade cria padrões, ideologias e simbolismo aonde cada membro deve seguir aquele estilo para que seja social, mas e quem não segue? Neste caso a sociedade destrata. A única forma que o “excluído” encontra para aproveitar as vantagens do social é reprimir seus modos, desejos e conceitos e ser levado pela sociedade.
A ciência psicológica já falou, em certo momento, que isto seria a conseqüência de um subconsciente instintivo do ser humano. Quando o ser humano se depara com algo desconhecido, estranho, não-padronizado ele instintivamente iria recuar e preparar para se defender sob ataque, como se o “diferente” fosse uma ameaça. Na própria Idade Média acreditava-se que a rotina secular imposta por Deus seria imutável, era uma blasfêmia o Novo, um pecado, ele não era aceito, e dependendo o pecador iria parar nas chamas para ser purificado. Mas claro que há sociedades de concepções diferentes, os gregos tratavam o homossexualismo naturalmente, mas na atualidade há um embate de heteros e homos. Uma nova pesquisa diz que isso seria causado por uma repressão dos sentimentos, vontades, desejos. Um homem bateria em um homossexual ou se afastaria por que em seu interior há uma vontade e curiosidade homossexual de conhecer, mas é reprimida exatamente pela sociedade que prega a não aceitação.
Se antes a Igreja era uma maquina de repressão violenta que exterminava quem ousasse não seguir seu “padrão divino”, impondo costumes pelo medo, hoje há uma maquina bem pior, uma que tem como objetivo padronizar em massa uma sociedade (e todas as outras) em busca de melhor funcionamento de seu sistema de lucro e produção, o Capitalismo. Visando a Igreja e esse sistema econômico, este último poderá ser tratado como mais massacrante: ele primeiro impõe conceitos, rotinas e regras a uma sociedade que se padronizará daquela forma, colocando vantagens e igualando as pessoas, para que com um pensamento igual sobre consumo e trabalho o sistema possa prever as ações da humanidade e assim se previnir de prejuízos, depois pela busca de comprar produtos caros e sem necessidade para a sobrevivência apenas pelo “status social”, o ser humano se vê preso em um mundo aonde você É o que você TEM. Os americanos já chegaram a dizer: “Nós primeiro criamos a necessidade para depois vendermos-lhes o necessário”. Mergulhado em formas impostas de vestir, agir, falar, comprar e viver os filhos desses “zumbis capitalistas” vão nascer já sob tradições aonde aprenderão a reprimir desejos, buscar uma independência no ego da individualidade, buscando cada vez mais dinheiro para ter Poder, e vai se tornar mais individual por que estará concorrendo com Deus e o mundo tudo que existe: fama, moradia, um amor, trabalho, ascensão, dinheiro, poder, ser o primeiro na chamada do hospital, conseguir o melhor lugar do ônibus, ser o primeiro na fila do banco etc. Depois ele se encontrará querendo ser o primeiro de todos por que “tempo é dinheiro”, e assim produzirá mais e mais rápido, para com mais dinheiro consumir mais e alimentar, assim, o monstro capitalista, sem contar que quanto maior individualidade, maior será a necessidade de encontrar pessoas no social para se sentir completo, então criamos bares e outros estabelecimentos para se encontrarem e consumirem algo, e sem esquecer de forjar dias religiosos ou míticos aonde consumem para satisfazer uma pessoa próxima, como o natal, aniversário e páscoa. E assim roda o grande sistema capitalista. Nele você se vê tão envolvido com idiossincrasias e crenças que acaba se tornando uma maquina consumidora e produtora do Sistema, forjando assim uma personalidade padrão, com preocupações fúteis para situações desnecessárias e inúteis para a sobrevivência.
A partir desse conhecimento sobre o capitalismo e seu funcionamento de mentor ditador de idéias e costumes surge a sociedade, um grande número de pessoas que tentam se tornar padrão em corpo, alma, costumes e pensamentos para poderem se sociar e saciar o vazio que o individualismo deixa no ego. As pessoas se tornam como “Trude”, nome fictício de uma cidade que aparece em um texto de Ítalo Calvino em As Cidades Invisíveis: “O mundo é recoberto por uma única Trude que não tem começo nem fim, só muda o nome do aeroporto”, aqui ele simboliza a globalização, como se o mundo fosse feito atualmente de cidades iguais, aonde só muda o nome, assim como as pessoas do sistema capitalista. Mas sabe-se que nem todos seguem o padrão imposto, e estes se tornam os anti-sociais, pessoas excluídas da sociedade por causa de seus costumes diferentes ou que se afastam para buscar a própria identidade. Tanto por ter um bom intelecto, personalidade forte, ser bem informado, ser revolucionário contra o padrão capitalista, ou por doença, em especial a mental, algumas pessoas tomam rumos diferentes do padrão, assumem identidades que por não serem padronizadas, não serem iguais como a de toda sociedade, são discriminadas. São os marginais da sociedade, aqueles que vivem à margem do sistema de costumes pré-definidos.
Essas pessoas não reprimem o que a sociedade condena, e podem escolher o que reprimir ou não, conscientes ou não, mas a vista dos outros será sempre tachado como uma “aberração”. Um homossexual é aquele que não reprimiu o desejo curioso que tinha, o louco é aquele que age sem seguir regras, o negro é diferente na cor, algo que o capitalismo eurocêntrico condena por que o padrão lá é branco, a mulher que trabalha, por causa das antigas sociedades paternalistas (mesmo que esteja mudando ainda há boa discriminação) e outros tipos de pessoas que fogem ao sistema se encontra neste grande rodamoinho de conceitos de repressão.
A conseqüência de um reprimido ante um não reprimido é algo devastador ao primeiro tipo, vejamos: Se na Idade Média a repressão era obrigatória pelas ameaças constantes e severas do Santo Oficio, assim tendo quem odiar ou temer, hoje em dia a repressão parece vir do próprio personagem. Digamos que tenha um desejo reprimido dentro de você, aí você encontra um que não reprimiu esse desejo, mesmo sofrendo as punições impostas pela sociedade, você fica com uma raiva incompreensível, por que não há quem odiar por você reprimir esse desejo, pois você mesmo prefere reprimi-lo para continuar a ser aceito no seu social, mas a pessoa lá é forte e resiste ficando em um social de não-reprimidos, mas você teme o desconhecido, teme o que pode estar por vir se você não deixar se reprimir, teme ser excluído e perder tudo que ganhou (olha a idéia de propriedade de novo), e fica com mais raiva ainda de si mesmo por que você parece o culpado com isso (enquanto o Monstro capitalista sorri satisfeito de não ser culpado), sem saber o que fazer, seu instinto reage das mais diversas maneiras, daí surge o pittyboy, a compulsão por consumo (“Está triste? Ah, vai fazer compras para relaxar!”), a depressão e, principalmente, a solidão urbana. O ego parece não aceitar ser o que não quer ser, mas o jeito é forçá-lo até ter coragem de mudar de vida.Viver à margem da sociedade e ser tachado das mais diversas e pejorativas formas é o preço a pagar por ter a própria identidade e não ser padronizado como se fosse produzido em massa, além da felicidade interior de ser quem É, independente dos outros. Viver na sociedade você será feliz exteriormente, buscando a felicidade nos outros e “vendendo a alma” ao capitalismo. O que será melhor, as margens ou as escuras profundezas do lago Sociedade?
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