"Esse trabalho foi para a aula de História do Rio de Janeiro. O Texto foi organizado, pensado e produzido por mim, tendo ajuda dos "pareceres" e pesquisas feitas por todo meu grupo: Linete, Ricardo, Renata, Anna Carolina e Leandro (que por sinal fizeram uma ótima apresentação do trabalho). Nesta postagem eu irei dissertar sobre os motivos, histórias e influencias para com a mudança da capital do Rio de Janeiro para Brasília!"
A MUDANÇA DA CAPITAL
O Brasil já possuiu três localidades diferentes para sua capital, a primeira foi em Salvador, em seguida foi o Rio de Janeiro e por fim mudou-se para Brasília no Distrito Federal, aonde permanece até os dias atuais.Quando a capital realizou sua última mudança houve um repúdio da população. O Rio de Janeiro era como o centro do Brasil, ele era a vitrine da cultura brasileira, mudar a capital para o meio do
Brasil não foi tão bem aceito, entretanto, essa intenção de interiorizar a capital é de há muito cogitada. O primeiro a propô-la, fora Marquês de Pombal, em 1761. Em seguida foi Hipólito José da Costa, fundador do Correio Braziliense, primeiro jornal brasileiro, editado em Londres. Em 1813 ele redigiu artigos em defesa da interiorização da capital do país, pois seria mais benéfica estando próxima às vertentes dos caudalosos rios que se dirigem para norte, sul e nordeste, além de citar a questão de segurança nacional, ele dizia que a capital estando no litoral estaria vulnerável a ataques estrangeiros. Esse argumento militar-estratégico influenciou os primeiros republicanos e os militares após a 2º Guerra Mundial. Em 1823 foi a vez de José Bonifácio de Andrada e Silva, Patriarca da Independência, que foi a primeira pessoa a se referir à futura capital do Brasil como “Brasília”.Desde a primeira constituição republicana, de 1891, constava um dispositivo que previa a mudança da Capital Federal do Rio de Janeiro para o interior do país e neste mesmo ano foi nomeada a Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil, liderada pelo astrônomo Luís Cruls e integrada por médicos, geólogos e botânicos, que fizeram um levantamento sobre a topografia, clima, geologia, flora, fauna e recursos da região do Planalto Central e foi apresentada ao Governo Republicano em 1894.
Em 1922 uma comissão do Governo Federal escolheu uma localidade situada no cerrado goiano para a futura capital, mas o projeto não foi para frente. Contudo, em 4 de abril de 1955 Juscelino Kubitschek, mineiro recém-eleito Presidente da República, prometeu levar adiante a idéia.
“…comprometeu-se a ser o último a entrar no Catete: (…) durante um comício em Jataí, Goiás, ele prometeu construir uma nova capital federal no Planalto Central, em pleno cerrado, e inaugurá-la antes do fim de seu mandato. Além do alcance simbólico – a fundação de um Brasil moderno – Brasília deve facilitar a integração do território nacional, reequilibrar o espaço em beneficio do interior e estimular a economia brasileira.”(ENDERS, Armelle, História do Rio de Janeiro; 2008, pág.271)
Assim o plano de Juscelino se consolidou em 21 de abril de 1960, com a ajuda especial dos talentos do arquiteto Oscar Niemeyer e de Lucio Costa. Mas apesar de a cidade ter sido construída em tempo recorde, a transferência da infra-estrutura governamental só ocorreu durante os governos militares por Castello Branco. Juscelino até tentou fazer a transferência simbólica da capital do Rio para Brasília fechando os portões do Palácio do Catete, então transformado em Museu da República, às 9 da manha do dia 21 de abril de 1960, ao que a multidão reagiu com aplausos.A idéia da mudança da capital demorou para se consolidar, pois na mente popular, o Rio que servia de capital há aproximadamente dois séculos e como vitrine aos povos do exterior, não tinha como deixar de sê-lo para uma cidade recém-erguida e pouco habitada em um lugar tão distante. Jânio Quadros e João Goulard (vulgarizado de “Jango”), ainda mantinham parte da administração infra-estrutural do governo no Rio, todavia o golpe militar, ocorrido no Rio de Janeiro, em 1964, retomou e concluiu a organização e transferência total da capital para Brasília.
Em resumo, os motivos para a transferência foram quatro:

1º - A crença de que a capital estava muito vulnerável por estar no litoral, logo a Segurança Nacional pedia que a capital se mudasse para o Planalto Central aonde a ameaça de invasão seria pouco significativa.
2º - Devido a fatores históricos e econômicos, a população brasileira concentrou-se na faixa litorânea ficando o interior do país pouco povoado e economicamente esquecido. Assim a transferência da capital para o interior forçaria deslocamento de um contingente populacional e a abertura de rodovias, o que levaria a uma maior integração econômica.
3º - JK falava de Brasília como símbolo de um Brasil novo, modernizado. Com Brasília como capital, introduzindo nela o capital estrangeiro e permitindo a entrada em larga escala de multinacionais o Brasil começou a mudar sua face rural para predominantemente urbano-industrial. Como se a capital fosse um exemplo a ser seguido pelas demais cidades brasileiras.
4º - E por fim, a mudança é encarada como um movimento político, pois o Rio de Janeiro possuía uma forte pressão demográfica e o Presidente ficava muito próximo da população, o que seria danoso em manifestos do povo. Ali o governo ficava mais sujeito às pressões populares, mas Brasília era no interior do Brasil e inicialmente quase inabitada.
2º - Devido a fatores históricos e econômicos, a população brasileira concentrou-se na faixa litorânea ficando o interior do país pouco povoado e economicamente esquecido. Assim a transferência da capital para o interior forçaria deslocamento de um contingente populacional e a abertura de rodovias, o que levaria a uma maior integração econômica.
3º - JK falava de Brasília como símbolo de um Brasil novo, modernizado. Com Brasília como capital, introduzindo nela o capital estrangeiro e permitindo a entrada em larga escala de multinacionais o Brasil começou a mudar sua face rural para predominantemente urbano-industrial. Como se a capital fosse um exemplo a ser seguido pelas demais cidades brasileiras.
4º - E por fim, a mudança é encarada como um movimento político, pois o Rio de Janeiro possuía uma forte pressão demográfica e o Presidente ficava muito próximo da população, o que seria danoso em manifestos do povo. Ali o governo ficava mais sujeito às pressões populares, mas Brasília era no interior do Brasil e inicialmente quase inabitada.

Os problemas gerados ao Rio de Janeiro com a mudança da capital também devem ser levados em conta. Primeiramente, a intenção de construir uma nova cidade, mobilizou as empresas do Rio a mudar-se para Brasília, aonde mais próximos lucrariam ajudando a erguê-la, muitas abandonaram o Rio, um exemplo bem claro disso é a Avenida Brasil que liga São Paulo ao Rio como uma artéria. No inicio ela tinha fábricas, empresas e comercio pequeno a sua volta, logo empresas começaram a fechar ou a mudar-se, favelas surgiram nos terrenos e fabricas foram abandonadas. A Avenida acabou-se por se tornar extremamente perigosa pela violência urbana.
As principais atividades econômicas de uma capital foram levadas para o Planalto Central e houve a mobilização das empresas. Se não bastasse, o Plano de Metas de Juscelino para com a nova capital (“50 anos em 5”) e o inserir de capital estrangeiro no Brasil pelos militares (como para construir a Ponte Costa e Silva, conhecida também como Rio - Niterói), criaram uma monstruosa inflação que causou instabilidade em nossa economia, levando mais fábricas, não só do Rio de Janeiro, mas em todo o país, à falência e a população ao caos.Hoje em dia a economia foi recuperada, a inflação reduziu-se satisfatoriamente e Brasília começou a ser mais aceita pela nova geração, todavia, o Rio continua com fábricas falidas, abandonadas e crescente pressão demográfica de favelas.

Nenhum comentário:
Postar um comentário